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A Sexualidade Feminina Parte I

A cada vez que se pronuncia a palavra “sexualidade” no universo feminino, percebe-se que ainda há muito constrangimento. O assunto quando não é tratado como algo muito proibido, é alvo de piadinhas por parte de algumas pessoas que se dizem “liberadas”.

No passado, não ser virgem era motivo sério para discriminação; e hoje, defende-se que ser virgem é careta ou está em extinção. Ou seja, em nenhuma época, a mulher se apropriou da sua sexualidade. E conforme escreveu Simone de Beauvoir: “Herdamos um sexo. A sociedade e a cultura nos dirão o que fazer com ele”. 

A mulher precisa se redescobrir como mulher. Conhecer-se e ter a capacidade de manifestar a sua sexualidade, e vê-la como algo inerente à vida e à saúde. Sexualidade é, e tem que ser sinônimo de prazer. Não é a toa que 95% dos seres vivos se reproduzem sexualmente. Os 5% restantes são espécies sem o menor charme de sedução.

Fazemos parte de um grande grupo (os Homo sapiens) – a exemplo somente de uma espécie de macacos (os bonobos) – capazes de fazer sexo em qualquer dia do ano; enquanto os demais mamíferos se acasalam apenas na época do cio. Mantemos relações sexuais por puro prazer.

No entanto, muitos são os mitos e tabus que povoam as conversas sobre sexo e sexualidade, o que desencadeia uma série de incertezas, medos, timidez, vergonha e preconceito.

Entre tantas outras interferências, o aparelho de TV está presente em nossos lares, servindo de barreira física entre homens e mulheres, reduzindo a sua intimidade. “Casais sentam-se horas em frente a ela, ao invés de se relacionar e interagir.”

E nestas horas, os programas distorcem muitas vezes a realidade, criando e/ou perpetuando mitos e crendices a respeito do sexo e do relacionamento conjugal.

Ao enfatizar a juventude e a vitalidade, os anúncios, seriados e novelas veiculados na TV produzem um clima fértil para o divórcio, a separação, a infidelidade e relacionamentos temporários.

O homem da meia-idade tende a “livrar-se” da mulher da meia-idade e recomeçar a vida com alguém muito mais jovem.

O casamento quase nunca aparece como uma relação terna e afetiva na vida de um homem e de uma mulher.

Ou seja, numa sociedade em que a cultura traz distorções acerca da sexualidade feminina, cabe à mulher a conscientização de que a sua sexualidade precisa lhe pertencer de fato; e não apenas como uma imposição biológica de perpetuação da espécie; ou ainda com uma determinação machista de 2º sexo ou sexo frágil, com um corpo receptor de um prazer inexpressível. 

A comunicação, o afeto e o respeito mútuo precisam fazer parte desta conscientização, pois assim a exemplo das palavras de Rubem Alves: “as madrugadas não terminarão com o vento que apaga a vela, mas com o sopro que as faz reacender-se”.

DrŠ Laura Ferreira
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