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A Sexualidade Masculina - Parte I

Embora faça parte das conversas entre homens e mulheres, ainda existem muitos mitos e tabus quando o assunto é a sexualidade masculina...

A cultura patriarcal ocidental, extremamente machista, da qual fazemos parte, construiu ao longo dos tempos, uma rede de proteção acerca desta temática, tornando-a indiscutível e quase intransponível. Um mundo construído pelo homem e para o homem, no qual a mulher procurava desajeitadamentee, um lugar em moldes competitivos. Porém agora, com o advento da sociedade tecnológica, homem e mulher estão em vias de redefinição. Há padrões de comportamento que, se não forem modificados, poderão reforçar cada vez mais a incompreensão, o isolamento e o egoísmo que consomem o cotidiano da maioria dos casais.

No livro: Quando o sexo é mais rápido que o prazer, o autor Moacir Costa enfatiza: “Os homens quando estimulados a falar de sexo, voltam-se imediatamente para a área genital, com o foco no próprio pênis – o órgão no qual depositam todas suas expectativas de realização e prazer ...O poder é sempre do mais forte, e o mais forte é o maior, daí o porquê do pênis ter se tornado o passaporte da masculinidade. Trata-se de um dos estigmas mais cruéis e que abalam a autoconfiança de homens em todas as idades, especialmente aqueles que apresentam alguma insegurança sexual”.


Os homens, quase sempre, são estimulados a ter muitos relacionamentos sexuais, sem envolvimentos afetivos. Muitos deles chegam à idade adulta com uma visão deteriorada sobre a própria sexualidade. Sua visão voltada para o sexo feminino, concentra-se no corpo da mulher: seios, nádegas, curvas. Pouco se fala sobre afeto, amizade, envolvimento.


O jovem é cobrado o tempo todo para demonstrar a sua virilidade, e acaba tendo muita dificuldade em falar de suas dúvidas por temer a gozação dos amigos. E assim, acaba apresentando a falsa imagem de quem tudo sabe sobre o sexo; de que contracepção é problema de mulher; de que DST é um “troféu”; que AIDS é coisa de homossexual ; e que falhar na hora “H” é a pior coisa que pode acontecer. 


Na verdade, homens também querem ter suas perguntas respondidas e debatidas. Perguntas difíceis de serem feitas, por serem a prova de sua falta de informação e de sugerir ainda uma certa “fragilidade”, peculiar tão somente ao universo feminino.

Drª Laura Ferreira
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